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segunda-feira, 14 de junho de 2010

But you



Juno
: I think I'm in love with you.
Paulie: You mean as friends?
Juno: No, I mean for real. 'Cause you're, like, the coolest person I've ever met — and you don't even have to try, you know...
Paulie: I try really hard, actually.
Juno: You're like naturally smart, and you're not like everyone else. You don't stare at my stomach all the time, you look at my face and every time I see you, the baby starts kicking super hard.
Paulie: It does? Heh. Wierd.
Juno: I think it's 'cause my heart starts pounding every time I see you.
Paulie: Mine too.
Juno: That's all I could ask for. You're gold, man.
Paulie: Can we make out now?
Juno: Yeah.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sem aviso


A tentar decidir se o silêncio é a melhor estratégia, porque tudo já foi dito demasiadas vezes, ou se parto a loiça, se faço um escarcéu. Não vale a pena enganar ninguém, não tenho alma de cigana, e raras vezes me fugiu o pé para o chinelo. A frontalidade não se coaduna com raivas desnecessárias mesmo quando há palavras que queimam e nos ficam tatuadas na pele, ainda que ditas entre os vapores do gin tónico. É pôr a cabeça na almofada, aconchegar o edredon, dormir com a certeza que não se deu um passo errado, não aqui, pelo menos. E acordar com o sol, ainda que tímido, a entrar pela janela.

domingo, 9 de maio de 2010

29.


Quis que te esquecesses de mim. Eu sei que não foi bem assim, mas foi assim que o senti violentamente quando o telefone deixou de tocar, quando essa voz agora soluça no forro daquilo que fui se tornou coreografada. Eu perguntava-te: « O que fizeste ontem?» e tu davas três piruetas e quatro passos atrás, elegantérrimo. Maldito. Trocaste-me por alguém, um entusiasmo novo, assim é o amor. Fiquei em ti mas deixaste de precisar de mim, e por isso precisei ainda mais de ti.
Tantas vezes eu já te esquecera - mas essas não contavam. Meti-me na cama, chorei uma semana sem parar.

(...)

Se não te esquecesses tanto, nunca te terias lembrado de gostar de mim. A maioria das pessoas selecciona as recordações para usar como bóias: aqui fui feliz, é aqui que vou ficar. Ou então: aqui fui infeliz, e daqui não quero passar. Distinguem-se assim, para uso quotidiano, optimistas e pessimistas - recordadores profissionais.

Quantos amigos tiveste de esquecer, incorporar na tua pele, para chegares ao amor de mim? Quantas palavras tiveste de esquecer para que pudesses dizer-mas pela primeira vez? Quantas pessoas serás ainda capaz de amar melhor do que nós os dois juntos alguma vez amámos, por amor de nós?


Fazes-me falta, merda. Alguma vez to disse?


I. Pedrosa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

- sem saber -

Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

Fernanda Mello

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pulp Fiction

Mia: "Don't you hate that?"
Vincent: "What?"
Mia: "Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?"
Vincent: "I don't know."
Mia: "That's when you know you found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute, and comfortably share silence."

Melhor filme.
Carolina Faria

Assim:

Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

A.C.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Português Suave

Já deixei de me lamentar. É uma das muitas lições que aprendi com a minha mãe. Passei anos a queixar-me até perceber que isso cansava as pessoas. Nínguem é obrigado a carregar as nossas penas. Cheguei a um beco sem saída e quando me senti no fundo, olhei para cima e disse a mim mesma: agora vais subir a puta da montanha, quer queiras quer não, senão cai-te um piano, um avião ou uma bomba neste buraco em que te meteste e nunca mais levantas os cornos.

- Margarida Rebelo Pinto, in Português Suave
Como reflexão a este excerto, fui pintar as unhas. Quando secaram, fez todo o sentido.
Até para a semana meus caros.
CDLF

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Para terminar

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é uma estupidez. Não só não esqueces a outra pessoa como pensas muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em ti...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar também não compreenderá uma longa explicação.


-Martha Medeiros

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dumb.


A estupidez é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. Esta qualidade pode ser atribuída às ações do indivíduo, palavras ou crenças.


O termo assim também pode referir-se ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuances por uma pessoa que se julga inteligente.

Caroll

terça-feira, 21 de julho de 2009

Segue-me


Ser tão perfeito é ser só uma metade
E ninguém imagina o que te passa no fundo
É estranho quando dou por mim no mundo bizarro
E mais ainda quando lá o mais bizarro do mundo, sou eu.


- Manuel Cruz

c.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Preciso

Preciso urgentemente de adquirir meia dúzia de valores absolutos,
inexpugnáveis e impenetráveis,
firmes e surdos como rochedos.

Preciso urgentemente de adquirir certezas,
certezas inabaláveis, imensas certezas, montes de certezas,
certezas a propósito de tudo e de nada,
afirmadas com autoridade, em voz alta para que todos oiçam,
com desassombro, com ênfase, com dignidade,
acompanhadas de perfurantes censuras no olhar carregado, oblíquo.

Preciso urgentemente de ter razão,
de ter imensas razões, montes de razões,
de eu próprio me instituir em razão.
Ser razão!
Dar um soco furibundo e convicto no tampo da mesa
e espadanar razões nas ventas da assistência.

Preciso urgentemente de ter convicções profundas,
argumentos decisivos,
ideias feitas à altura das circunstâncias
.

Preciso de correr convictamente ao encontro de qualquer coisa,
de gritar, de berrar, de ter apoplexias sagradas
em defesa dessa coisa.


Preciso de considerar imbecis todos os que tiverem opiniões diferentes da minha,
de os mandar, sem rebuço, para o diabo que os carregue,
de os prejudicar, sem remorsos, de todas as maneiras possíveis,
de lhes tapar a boca,
de lhes cortar as frases no meio,
de lhes virar as costas ostensivamente.
Preciso de ter amigos da mesma cor, caras unhacas,
que me dêem palmadinhas nas costas,
que me chamem pá e me façam brindes
em almoços de camaradagem.
Preciso de me acocorar à volta da mesa do café,
e resolver os problemas sociais
entre ruidosos alívios de expectoração.
Preciso de encher o peito e cantar loas,
e enrouquecer a dar vivas,
de atirar o chapéu ao ar,
de saber de cor as frequências dos emissores.
O que tudo são símbolos e sinais de certezas.
Certezas!
Imensas certezas! Montes de certezas!
Pirinéus, Urais, Himalaias de certezas!


António Gedeão

Carolina

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Eterna juventude.

É como o dia da mãe, como o dia do pai, até mesmo como o dia dos namorados...
Porquê a existência de um dia? Porquê disponibilizar 24h de piroseira, dinheiro propositadamente gasto (isto só para não ficar mal) num presente, ainda mais piroso por sinal?

Receber um postal ou flores no dia da mãe?
Receber um livro ou gravata no dia do pai?
Receber rosas vermelhas ou peluches no dia dos namorados?

(por favor...)

Se for para dar alguma coisa, ao menos que seja algo e não uma coisa.

Mas, não procurando desvalorizar estes 'dias', aqui fica:

Peço desculpa às crianças por ter dedicado este livro a uma pessoa crescida. Tenho uma grande desculpa: essa pessoa crescida é o melhor amigo que tenho no mundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa crescida vive em França onde passa fome e frio. Bem precisa de ser consolada. Se todas estas desculpas não bastam, quero dedicar este livro à criança que foi outrora essa pessoa crescida. Todas as pessoas crescidas foram primeiro crianças. (Mas nunca se lembram disso). Corrijo pois a minha dedicatória.


Antoine de Saint-Exupéry, em O principezinho


Feliz Dia da Criança. A todos.

Carolina

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Não me ocorre nenhum título

Se um dia sentires um enorme vazio dentro de ti .
Vai comer, que é fome.

Carolina

segunda-feira, 27 de abril de 2009

São muitas numa só

by Nick Thornton Jones




Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e sinto-me esquisita quando uso um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei com bonecas, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu anti socialismo interno. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu fazer uma cama e estrague o meu dia. Vida doméstica é para os gatos. Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, deixa-me com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz-me dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta segurar-me pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se. Sou tantas que mal me consigo distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua.

São muitas mulheres numa só, e alguns homens também.

Martha Medeiros

Carolina

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sei lá

Atendo. Primeiro, ouço o teu silêncio. Depois, uma inesperada mistura de soluço, gemido, lamento. Finalmente a tua voz: desculpa. Não respondo, limito-me a perscrutar o silêncio, opressivo e acusador, triste, solitário e aguardar, certo de que uma explicação acabará por surgir, inesperada e definitiva. Por fim, a voz (mas será mesmo a tua?) repetindo-se: desculpa, pausa, respiração ruidosa e irregular. Depois: não consigo continuar. Hesitação, disfarçada de soluço. Não quero continuar. E eu a olhar para onde? A pensar o quê? Ouvindo e aceitando, incrédulo. A voz arrastando-se num murmúrio distante e vazio, frágil: tenho que fugir disto. (Disto? O que é isto?) Mudar, recomeçar. Contrariar este destino. Percebes? (Não.) Eu a apertar o telemóvel contra o ouvido e tu a dizer (ou eu a imaginar-te dizer, talvez): estou farta desta nossa relação, desta vida, desta monotonia, desta lamúria, deste nosso fado. Pausa e suspiro, bocejo (bocejo?). Mesmo cansada deste nosso fado, sabes? Apetece-me tanto outra coisa qualquer. Algo novo. Diferente. Sei lá: música de dança. Mais uma pausa, e um sorriso: será que ouvi mesmo um sorriso? Sim, é isso: chega de fado. Agora, quero música de dança na minha vida. Techno, ou assim. E desliga.

Paulo Kellerman


O 'Desculpa' perdeu o seu valor.
Desculpa.
alinoraC

sexta-feira, 17 de abril de 2009

E mais não digo...


Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, riu-me do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo.
Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.
Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina.
Eu amo de verdade aqueles para quem digo isso, e irrito-me de forma inexplicável quando não atribuem fé nas minhas palavras.
Nem sempre coloco em prática aquilo que julgo certo.
São poucas as pessoas para quem eu me explico...


Bob Marley

terça-feira, 10 de março de 2009

Mistaken, or not.




"Have you ever confused a dream with life? Or stolen something when you had the cash? Have you ever been blue? Or thought your train moving while you were sitting still. Maybe I was just crazy. Maybe it was the 60's. Or maybe I was just a girl. A girl... interrupted."




- Suzanna Kayson (Girl Interrupted)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Errado

"Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia"



- Paulo Coelho

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Gosto de pensar nisto

"Fogo..."
"Fogo..."
"Não sabes dizer mais nada?"
"...Adoro-te"
"Quanto?"
"Se tu soubesses quanto..."



Carolina