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terça-feira, 20 de abril de 2010

Tenho a saudade na algibeira.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Se por algum desvaneio aqui passares,
lembra-te que vou estar à tua procura mesmo sabendo que não estás.
.
que lindo

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Free Falling

Enquanto eu me encosto ao muro, entre a janela e a noite, e peço ao fumo do cigarro que me dê respostas, tu em nada pensas, ou talvez penses também no nada.

Sinto-me a querer fugir das tuas mãos.

Cf

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mim

Gosto de pensar assim: se faço aquilo que sinto que devo fazer, então tudo se explica. Por isso faço e traço a minha sorte.
Acho chato aquele perfeito, aquele que diz tudo certo, aquele que não se contradiz.
Adoro os pequenos defeitos, os defeitos são a outra metade da atracção.
Não gosto de ser perfeita, não gosto de ser previsível, não gosto de saber o que vai acontecer.
Gosto de pessoas que se orgulham delas mesmo, gosto de pessoas que tenham uma opinião e que saibam argumentar.
Não tenho tempo para arrependimentos. Sei que tenho sempre tempo para pensar, penso em nada, faço curta-metragens mentalmente do que poderia acontecer e tento realiza-las.

Assim continuo princesa, soldado e roqueira. Continuo no mundo da lua e no mundo do à última da hora.

Carolina

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

É isso


Carolina

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Slip Stream



E não dissemos nada, deixámos que as beatas desenhassem os nossos corpos no chão.

Carolina Duarte Lima

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia 1

Poderia dizer que sim, ou que não. Poderia dizer que foi devido às circunstâncias, ou não.

Há quanto tempo não te arde o coração?

Carolina

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fumo num pijama

O frio faz-me pensar na naquilo que não tenho.
O frio faz-me sentir que não estás.
Apetece-me um gorro de lã gorda.
Apetece-me uma manta pesada.
Quero sentar-me num chão de jardim e aninhar-me no teu frio.
Quero ter um sono tão profundo que pareça, por momentos, leve.
O vento sopra na minha direcção, arrepia, contrai, magoa.

Alguém tem um pijama à mão?
Quero ficar na ronha de ti para sempre.
Quero acordar de madrugada.
Abrir os olhos e ver humidade.
Abrir as mãos e sentir relva entre os dedos.

Não me acordem hoje, pode ser?
Deixar as pestanas enrolarem.
Deixar os lábios contarem segredos.
Quero nadar em nuvens de cetim.
Quero sentir leveza nos sonhos.

Cheira às primeiras horas de mar.
Cheira a lençóis mornos.

Acordar no verde e lama.
Acordar rodeada de ar e estrada.
Sentir como quem ama.
Sentir tudo e não ter nada.
Agarra-o. Acende-o.
Fumo num pijama.

Carolina

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

82.70

Tanto disse que o fiz.
Subtilmente.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dás-me a mão?

Não quero que as coisas percam sentido, mas que ganhem significado.
Gostava que percebecesses o que quero dizer quando não digo. Aquilo que fica amuchucado na voz, aquilo que aperta, arranha as paredes do crânio, como a fuga que nunca chega a acontecer.
Onde estás? Perdeste-te no caminho de lá, ou perdeste-te em mim, local sem saída ainda descoberta, sem alma contornada, sem vincos traçados. Não sei como me abandonar só para te ter em plenitude. Diriges-te na direcção oposta de ti, quero acreditar, embora saiba que para onde vais seja um passo mais longe do meu ponto.
Muda de ponto de vista, por um segundo, muda de prespectiva. Põe-te em mim, vê a vista deste patamar. Chegas à conclusão, se atentamente olhares, que nada é o que parece. O nada torna-se ar, e ar pesa, quando não estás.

Dás-me a mão?

C.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nuvens


Não ando cá
Também não quero andar por outro sítio
Quero simplesmente que andem comigo
Depois decido o meu caminho.
Ando por lá
Ultimamente tudo é insípido
Nada me dá vontade de rebentar a bolha
Tudo me dá vontade de ficar no sofá
A não ler legendas e
A não ouvir diálogos.
Ando por cima de mim
Piso-me constantemente
Parece ser a única alternativa
A não ser antes pisada.
Ando simplesmente
Ao que parece ainda tenho pernas
Acho que só se deve a isso
E talvez a uma vontade inexistente
De conhecer o espaço no passo seguinte.
Ando nas nuvens
Acordei em nevoeiro e adormeci em chuva.
O meu instinto, morri-o.

Carolina

sábado, 29 de agosto de 2009

Rachmaninoff.








E chegamos à conclusão que a vida não passa de um copo, meio cheio ou meio vazio.
A minha vida é um copo de shot, e eu sou sempre aquela que bebe sempre demais. Passando da fase do alegre directamente para a do nojento.
E chegamos à conclusão que são os actos mundanos, os mais simples, que nos enchem o amago.
Um pico no segundo dedo do pé, uma apanha de amoras, um vómito no telhado, um beijo molhado, um banho de água fria, um filtro nos lábios, um acordar ao relento, um foda-se bem sentido e pronunciado, um riso incontrolável, uma queimadura, um pacto de sangue, umas torradas queimadas, uma pergunta directa, um segredo revelado, um abraço sem largar, um amo-te. Uma mão cheia de nada, um coração cheio de tudo.
Obrigado.

Carolina Duarte Lima de Faria

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Limitado, tu. (continuação)

E não vou negar que me fazes falta, que te odeio por tudo o que fizeste. Que cada palavra que disseste me magoou e que todos os dias penso em cada uma delas.
Odeio-te pelo facto de sentir falta de alguém que não o sente também. Odeio ter de me sentir mais uma no teu mundo de conhecidos. Não te percebo, és confuso com as palavras, ainda mais com os gestos. Sinto que sim mas dizes que não, sempre assim foste, e sempre o soube.
Admito que me senti na merda, que passei provavelmente por uma das piores sensações, a de assistir a queda de algo sem a poder evitar. Sentir que não sou nada e que não tenho capacidades para o mudar. O que é que tu dizes respeito a isto? Nada.
O que posso concluir disto? Tudo.

Recebi uma mensagem, e não era tua.
C.

Limitado, tu.

If I'm a bad person, you don't like me
Well, I guess I'll make my own way

Eu agi, comportei-me, falei, mal.
Eu comento, desrespeito, mando a baixo, as tuas escolhas.
Se sou má pessoa porque te custa tanto deixares-me?

When you swear it's all my fault
Cause you know we're not the same

Não é a melhor e mais poderosa desculpa, o culparmos os outros?
Culpa-me, grita-o ao mundo. Tu saberás sempre a verdade por mais que digas aos outros o contrário.
Nós não somos. Fomos.

Well, you treat me just like another stranger
Well, it's nice to meet you, sir
I guess I'll go, I best be on my way out

Ser importante para ti,não duvido que fosse. Alguém tinha de te limpar as feridas.
Percebi agora que não te sou nada, de que nada valeu a pena porque não passo de mais uma pessoa que circula no mundo. E passado este tempo todo, por incrível que pareça, não me está a custar assim tanto virar costas. Aplauso.

Eu nunca o poderia ser. Nunca poderia competir com ela, porque:
Ignorance is your new best friend.
Sempre o foi. Eu é que nunca o percebi.

Carolina.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vício

...um bichinho que não abandona o corpo de quem o possúi. Tem tendência a desenvolver-se à medida que é alimentado por novas experienências e locais, pessoas e culturas, comidas e tendências, línguas e temperatura. Cresce durante a noite, com a ânsia do êxtase que o dia seguinte trará, cresce durante o dia na ânsia da loucura que a noite trará. Não acalma, nada o faz adormecer, nada o faz parar de remoer e ninguém cala a sua vontade. Ele quer sempre mais.
Tornou-se vício. Necessidade.

Viajar é...

Carolina

sábado, 27 de junho de 2009

Mess

Desde que me lembro que a palavra gaveta me assusta, talvez porque a sua função, ou seja, local onde se arrumam as coisas, nunca teve esse mesmo significado para mim. Gaveta é o local onde se põem as coisas só para não ficarem à vista, caso ofendam os mais sensíveis.
Ao que eu chamo de gaveta pode-se encontrar folhas brancas (que há anos guardei talvez por pensar serem úteis um dia) e rasgadas (devido à idade avançada que possuem, uma vez eu nunca me lembrar que elas existiam), marcadores de livros (que não uso), panfeletos, postais, a conta do jantar no Joshua's Shoarma de 2006, uns bilhetes de cinema (o nome dos filmes torna-se um verdadeiro mistério devido à erosão do tempo). Ah! Muito importante. O diário que comecei quando andava no 4ºano e que, pronto, ocupa cinco páginas (sendo três delas, desenhos e bonecada), pois para mim ter (manter) um diário sempre foi missão impossível. Uma agenda plastificada que tinha quando era mais nova (cheia de números e endereços que não faço a mínima ideia quem sejam), aqueles conjuntos de réguas, tranferidores e esquadros, estojos só com borrachas sujas e aparas de lápis, e.... mais nada. Isto sim é a minha definição de gaveta.

Tal como a palavra gaveta, a palavra cadeira não apresenta também a sua função base. A minha cadeira tem função de mesa de apoio e cabide. Desde casacos e sobretudos do Inverno passado (constituindo a base de todas as camadas), ao casaco de malha que precisa de ser cosido na manga esquerda (que ainda espera por tal oportunidade), à roupa usada na noite anterior.
Com função de cabide, há ainda as maçanetas, que de cada um dos lados da porta seguram malas até nenhuma delas cair.

Não vamos falar do roupeiro.

Isto tudo para dizer que ontem tomei uma decisão marcante e inovadora, arrumar o meu quarto.
Tarefa árdua.

Carolina

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pé no sal

Surpreendente a forma como aquelas luzes aprisionaram todo o momento em que me situava.
As ondas estavam fracas, massajavam-me os pés e salpicavam-me as mãos que seguravam os sapatos. Percorri por alguns minutos aquela areia inundada de memórias.
A noite estava a saber tão bem.
Olhei para trás e vi a linha de luzes pelo areal. Era magnífico.
Soube a ... Chocolate

Carolina.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mesmo?







Às vezes o real nem sempre o é.
Pintura feita no chão por Julian Beever.
Fiquei assim =O
Carolina

sábado, 16 de maio de 2009

Restos.











Eu não sou os teus restos.
Carolina




terça-feira, 12 de maio de 2009

Caos.

By Ilan Rubin

A vida é isso que estás a ver:
Hoje sorris,
Amanhã não sorris,
E segunda-feira ninguém sabe o que será.

Carlos Drummond de Andrade
Carolina