Ao entrar no Estádio do Restelo, semi vazio, nunca pensei sair dele no meio de uma multidão imensa. A razão? Simples: The Killers. 'Tenho os pés feitos em merda pa...' 'Pés? Eu nem sei o que isso é neste momento.' E não sabia mesmo, tava exausta. Exaustão que ao sentir o início do concerto fugiu, talvez na tentativa de encontrar melhor lugar. Rodeados de mãos, pessoas, saltos, calor, suor e berraria, resultou algo - um dos melhores concertos que alguma vez presenciei.
Não há palavras. Já entendo o porquê do seu nome. Mataram-me mesmo. A minha voz neste momento é reflexo do quão bons eles foram.
«Nós somos os The Killers e esta noite somos vossos».
Ontem, dia 1 de Feveiro, os Kaiser Chiefs vieram ao Coliseu de Lisboa.
Foi a terceira vez que os vi ao vivo, e garanto-vos, que pareceu ser a primeira.
Estão cada vez melhores, cada vez mais dinamismo com o público, maior qualidade musical, melhor ambiente. Foi um concerto memorável.
Oportunidade de sentir o varão que separa o palco da plateia, sim mesmo lá a frente. Oportunidade de receber um abraço (suado) do vocalista, Ricky Wilson, e de tocar na respectiva toalha (suada) do sujeito.
Esperando ansiosamente pela próxima paragem em Portugal.
* Só se pode mandar para um táxi que tenha a luz do meio acesa. Quando tem alguma das luzes dos lados acesa, não está em serviço. Se estiverem todas apagadas, leva um passageiro dentro. O primeiro erro do turista é tentar parar um táxi sem luz.
*Não é preciso esperar parado no passeio até que o semáforo indique walk. Atravessa-se, quando uma pausa no trânsito o permitir, mesmo que esteja vermelho.
*É preciso ser-se educadamente agressivo ao entrar num metro cheio. Quem esperar pela sua vez, nunca entrará.
*Ao andar pelo passeio, é bom seguir as mesmas regras que os automóveis na estrada: não parar de repente, prestar atenção ao limite de velocidade, e afastar-se para um lado para consultar o mapa ou procurar o guarda-chuva na mala.
Por mais vezes que lá se vá nunca se há de conhecer esta cidade, este mundo.
Faltam apenas dezoito dias. Apenas dezoito dias para me levantar de madrugada e numa correria total tentar tomar um duche rápido, vestir uma roupa decente pôr os últimos iténs indespensáveis na mala e sair porta fora. Apenas dezoito dias para fugir. Rumo: aeroporto. Apenas dezoito dias para chegar a casa: New York. Apenas? :!
I don't like cities, but I like New York Other places make me feel like a dork Los Angeles is for people who sleep Paris and London, baby you can keep
Other cities always make me mad Other places always make me sad No other city ever made me glad Except New York I love New York
Faz hoje um ano que voltámos de uma das melhores experiências que já tive a oportunidade de viver, Berlim. Não foi só uma viagem, não foi só uma cidade, não foram só uns amigos. Foi um todo único e inesquecível. Éramos 50 só do nosso ano e posso dizer que não conhecia minimamente bem metade, mas posso com orgulho dizer que nos, apenas, cinco dias que estivemos juntos dia e noite conheci pessoas fantásticas que não tinha tido oportunidade de vir a conhecer anteriromente. Para além das novas amizades vinquei ainda com mais força aquelas que já tinha desde há muito. Podem pensar que foi só uma viagem de escola com as pessoas com quem nos cruzamos todos os dias, mas não, foi muito mais. Cinco dias que souberam a pouco, divididos entre aeroportos e quatro viagens de avião, paragens de digestão logo no primeiro dia, falta de apetite, cansaço adormecido pelo frio e pela companhia que não nos fazia pensar nisso, três horas de sono diário devido aos banhos tardios de quatro pessoas e uma casa de banho, tonturas devido ao estado de fatiga, bolhas nos pés, lábios gretados e mãos geladas, atrasos nos tranportes, perca de alunos nas ruas e casas de banho, dois pacotes de pastilhas diários como meio de subsistência, café amargo, sumo de laranja a saber a químicos e Chocapic não doce, almoços no Plus alemão do tipo: iogurte de cereja, Pringles, Coca-Cola e mini pãezinhos, resultado: 2euros por pessoa. Bacardi-cola ao jantar, uma média de cinco museus por dia, hmm talvez uns vinte ou mais Km diários, sermões matinais e noturnos, nevoeiro e humidade todas as manhãs, despertadores às seis e meia acompanhado de quedas de beliches e sobretudo RIR. Foi tudo aproveitado ao máximo. Foi perfeito.
Nothing to do, no where to go, I wanna be sedated Just get me to the airport put me on a plane Hurry hurry hurry before I go insane I can't control my fingers, I can't control my brain Oh no no no no
Mais do que um concerto foi um espectáculo. Mesmo não sendo fã, não há como negar que aquela mulher arrasa qualquer palco tranformando-o no seu mundo.
Não me senti pequena quando cheguei à Belavista e vi 75.000 pessoas em fila para entrar. Não me senti pequena quando senti essas mesmas 75.000 pessoas concentradas num espaço. Não me senti pequena quando passavam aviões por cima da minha cabeça a poucos metros. Senti-me pequena quando Madonna Louise Veronica Ciccone Ritchie surgiu no palco, segura de si, poderosa por demais. Aí sim, senti-me minúscula.
Mais que música foi a mensagem, o TIC TAC TIC TAC que me fazia arrepeiar cada vez que tocava. A irreverência, o 'i just don't care', a personalidade, a atitude tão bem conhecida de Madonna, fez-me pensar e deu-me vontade de viver um dia da vida dela.