sexta-feira, 13 de março de 2009

Medicamento

E de repente estava na cozinha. Olhei em redor e os azulejos começaram a mudar de cor, a piscar, ora flurescentes ora pretos. O fogão acendeu como se tivesse vida prória e sem pensar fui a correr para fechar a torneira do gás. Sim, o tecto podia explodir e eu levar com o candeeiro no pé direito. O chão começou a enrolar e um tsunami fez com que a cozinha desaparecesse, mergulhando numa arca do tesouro submersa. Os rubis e as safiras dançavam à minha volta a cantar a Zombie dos The Cranberries e comecei a ver as coisas em forma desenho animado. Um tractor, que estava a recolher as pedrinhas de ouro e afins, recolheu-me. Caí redonda numa sala escura e comecei a ficar imersa em algodão até que ele se começou a infiltrar pelo nariz e boca deixando-me sem respirar, atá que o Popey apareceu com uma mangueira, e a água fez baixar o volume do algodão. Salvou-me portanto. Levou-me de seguida num barco de Bárbaros para a ilha do filme Lagoa Azul, mas devido a uma súbita queda capilar da Olívia Palito o comandante da embarcação teve de atracar de emergência no topo de um candelabro que passava lá perto na altura.
Foi aqui que parti uma unha e o Frank Sinatra me trouxe uma lima.

Gosto de escrever sem nexo para que possa aceitar a minha vida como menos ridícula.

CDLF

2 comentários:

sampi disse...

tu és um bicho muito estranho, cadulifa

Jeremy G. Chameleon disse...

Louvado Seja Deus