sábado, 27 de junho de 2009

Mess

Desde que me lembro que a palavra gaveta me assusta, talvez porque a sua função, ou seja, local onde se arrumam as coisas, nunca teve esse mesmo significado para mim. Gaveta é o local onde se põem as coisas só para não ficarem à vista, caso ofendam os mais sensíveis.
Ao que eu chamo de gaveta pode-se encontrar folhas brancas (que há anos guardei talvez por pensar serem úteis um dia) e rasgadas (devido à idade avançada que possuem, uma vez eu nunca me lembrar que elas existiam), marcadores de livros (que não uso), panfeletos, postais, a conta do jantar no Joshua's Shoarma de 2006, uns bilhetes de cinema (o nome dos filmes torna-se um verdadeiro mistério devido à erosão do tempo). Ah! Muito importante. O diário que comecei quando andava no 4ºano e que, pronto, ocupa cinco páginas (sendo três delas, desenhos e bonecada), pois para mim ter (manter) um diário sempre foi missão impossível. Uma agenda plastificada que tinha quando era mais nova (cheia de números e endereços que não faço a mínima ideia quem sejam), aqueles conjuntos de réguas, tranferidores e esquadros, estojos só com borrachas sujas e aparas de lápis, e.... mais nada. Isto sim é a minha definição de gaveta.

Tal como a palavra gaveta, a palavra cadeira não apresenta também a sua função base. A minha cadeira tem função de mesa de apoio e cabide. Desde casacos e sobretudos do Inverno passado (constituindo a base de todas as camadas), ao casaco de malha que precisa de ser cosido na manga esquerda (que ainda espera por tal oportunidade), à roupa usada na noite anterior.
Com função de cabide, há ainda as maçanetas, que de cada um dos lados da porta seguram malas até nenhuma delas cair.

Não vamos falar do roupeiro.

Isto tudo para dizer que ontem tomei uma decisão marcante e inovadora, arrumar o meu quarto.
Tarefa árdua.

Carolina

1 comentário:

Mariana Sampaio disse...

LOOOOL as maçanetas "ate a primeira mala cair" ou seja, procurar maçaneta de roupeiro ou ... cama!